É estranho como a vida me conduz, como a alma me dirige para onde devo ir. 
Não percebo como nem quando decidi a direcção, não entendo porque a escolha foi a correcta. Provavelmente porque a arbitrariedade é algo que não existe, e tudo aquilo que define o meu sentir, são letras já escritas nos livros dos destinos. Poderá que o acaso seja algo que está delineado como projecto em folha branca? Às vezes pergunto-me se sou eu que te levo aos lugares que visitas, ou se és tu, quem me aponta os caminhos a seguir. 
O facto é que não me importa quem domina ou é dominado, quem guia, ou desbrava cada pedaço de chão a ser pisado, o que me importa, quando me dizes onde te levo, quando percebo onde me trazes, é que vamos juntos a todos os lugares, e isso, basta-me.