Desculpe-me o silêncio das palavras.
A voz que cala é a mesma que diz:
_Não!
Não tenho explicações para estas travas
que se fecham aos ventos da razão.
As portas da esperança pedem asas
e penas de aventuras nas canções,
para voar na dor, por sobre as casas,
das páginas de sonhos e emoções .
Tenho a ilusão do verso.
Isso me basta.
Persigo a flor da doce arribação,
e um oceano antigo ainda me arrasta...
— Não deixa em paz as águas da paixão.
Bem sei que o vôo é lúgubre e desgasta,
mas não sei caminhar com os pés no chão.


Nathan de Castro